terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cegueira



As palavras foram inventadas pelos homens ao longo da história, para que esta fosse escrita, a fim de que: ideias fossem compartidas, verdades descobertas fossem divulgadas;  o povo pudesse ser um povo que pensa e saiba discernir entre: o melhor e o pior; entre o bem e o mal; entre o correto e o incorreto e os entre meios destes conceitos, porque nem tudo é isto ou aquilo.
As palavras foram criadas para que se soubesse usar a informação para defender direitos e reconhecer deveres; para fazer escolhas corretas  de  acordo com as próprias crenças e certezas.
Os meios de Comunicação: livros, revistas, jornais, emissoras de rádio e canais de TV, internet etc.  têm a finalidade de difundir estas palavra seja pela escrita, pela fala ou através dos gestos para que se conheça as diferentes formas de pensar, de exercer o poder pelos governos, religiões, ideologias, todas as formas de forças, armadas ou não.
As palavras possuem um enorme poder tanto de difusão do conhecimento e dos fatos (notícias),  informação  sobre tudo que ocorre (notícias outra vez), manipulação destes dados todos com o fim de dominação dos povos (de novo a notícia).
Quando os meios de comunicação de um país ficam nas mãos de um mesmo ente, pessoa ou organismo um único “emissor das palavras” quem sofre é o povo. Aparece o que citamos acima, a manipulação dos fatos, dados e das notícias e aí ocorre o mais trágico, que costumamos viver com as ditaduras, a dominação do povo.
Dissemina-se uma cegueira coletiva, ou uma visão fracionada da realidade. A realidade que este “dono” deseja que seja vista, lida ou escutada por todos é a que ocupa as manchetes, as notícias nas rádios, jornais ou canais de teve. Já assistimos em vários impérios as queimas de livros, o fechamento de jornais, revistas, o impedimento da importação de meios de outros países, todas estas atitudes tiveram por fim o poder.
Espera-se, hoje em dia, que as luzes tragadas pelos olhos e vistas neste início de século XXI,   possam mostrar que mais do que uma proposta de cegueira, os homens deste novo século desejam uma era de luzes de diferentes cores, já que lutam pelo reconhecimento das diferenças e da inclusão.

terça-feira, 18 de setembro de 2012