Costuramos pensamentos,com linhas bem diferentes.
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
domingo, 4 de setembro de 2016
Vida encaixotada
Numa caixa as faturas do
dia a dia.
Noutra os projetos pospostos.
Na última dias de primavera.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Ele passarinho - Uma homenagem aos 110 anos de Mário Quintana
“Perdi um jeito de sorrir que tinha,
e agora - que desfecho.”
“Gritávamos o nome um do outro,"
“e ela nem se voltou para trás.”
“Deixa-me ser o que sou. “
“- para que possas profundamente respirar.”
“Deixa-me fluir, passar, cantar.”
“Jamais te voltes para trás de repente...”
“Não, não olhes agora!”
“De súbito me vejo em pleno sonho,”
“longe de ti, de tuas mãos milagrosas,”
“desertamente perdido em mim,”
“olhando as horas breves.”
E elas passarão.
Composição com várias frases de Mario Quintana,
estão entre aspas.
Isiara Caruso
domingo, 27 de outubro de 2013
Correr atrás do rabo
O caminho
que ninguém deveria fazer é este que faz geralmente um cão quando tenta
entender sua existencialidade: ‘ O porquê de ser sempre perseguido seja lá a
direção que tome em sua vida. ’ Esta é a lógica do cachorro, tanto é que quando
não tem uma roda de carro, um pedal de bicicleta ou o traseiro de outro amigo
canino para sair atrás, resolve sair às voltas e no maior alarido a buscar este
seu arqui-inimigo e eterno perseguidor:
o próprio rabo.
Parece que
nós os humanos somos um pouco assim. Vez por outra nos colocamos neste brete em
que não vemos saídas e como toda conjectura nos leva à conclusão de que somos
as eternas e inocentes vítimas; os
maiores perseguidos de toda humanidade, então
começamos o nosso muro de lamentos acudindo aos céus por justiça e com toda
certeza disparamos a correr atrás de nossas infelicidades e injustiças feitas a
nós, é claro. Assumimos esta postura de correr atrás do próprio rabo, ou
melhor; do próprio Ego, de tal maneira que tudo o mais que passe ao nosso
redor deixe de existir a não ser um enorme buraco no qual nos metemos dentro e
a única visão que temos é nosso dito cujo problema visto de maneira unilateral.
E este poço é tão grande que palavras de outros soam como a voz enganosa das
sereias ou Delfos de um perdido sonho mitológico no qual não acreditamos
jamais. Somente nele, ou melhor,
nosso Ego.
Aí encontramos aquelas pessoas que não saem à
rua por n motivos, não se olham no espelho por outras x desculpas. Choram dias
a fio sentindo-se as piores vítimas. Sem consolo começam a não prestar atenção no
mundo lá fora, fora delas mesmo quero dizer. O sol sai; a lua brilha; a chuva
cai; as flores desabrocham; frutos maduram; praia, festa e dentro delas o tempo
é sempre o mesmo: nuvens de tempestade, raios, trovões e um ar pantanoso de
filme de terror. Até que um dia uma destas aranhas tecedeiras de pensamentos e
de sonhos brumosos, deixa cair um ponto de seu tecido e uma nesguinha de luz
consegue passar e por um ponto e vírgula nesta história de lamentos sem ponto,
nem reticências. Um olho a vê, o outro segue o primeiro e a curiosidade de ver
o que está passando, leva-as a deixar um pouquinho as queixas na gaveta do
armário das lamentações e com dificuldades abre a cortina.
Assim pode
começar sua recuperação e irá correr atrás de outra roda, outro pedal de
bicicleta outro rabo que passe, que não seja o próprio, e começa a correr em
linha reta outras vez os caminhos da vida.
Então seja
ou não seja feliz seu dia, creia que lá fora, de você, sempre estará a
oportunidade de ver despontar outra estrela num céu escuro. Nunca tenha medo de
dar o primeiro passo, ainda que tropece, pior é não arriscar-se a dar passo
algum.
IsiCaruso
16-10-13
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Classi ‘poeti’ ficado
Corrijo textos: ortografia, concordância,
conjugação, sintaxe e pontuação.
Seus erros passados dependem de sua revisão.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Meu conto uma homenagem ao centenário de Vinicius de Moraes
CONTOS DE SOM E SILÊNCIO
Desci do fio da melodia
para alcançar as estrelas
tracei sonho destraçado
do feito daquele dia
do meu vizinho do lado.
IsiCaruso
Contos de Som e Silêncio é o primeiro livro impresso com textos produzidos na
Oficina de Escrita Criativa Online do professor Marcelo Spalding.
Embale seu coração com as
melodias traduzidas em palavras de CONTOS DE SOM E SILÊNCIO, tenho certeza de
que vai gostar! Histórias inspirados em letras das músicas: Construção, Deu pra
ti, A Novidade, O Meu Guri, Encontros e Desencontros, Um homem chamado Alfredo,
O menino da porteira, Medo da Chuva, Exemplo, Ronda e Lanterna dos Afogados,
além das internacionais Carmen e Wings.
Somos treze e nos reunimos para
brindar-lhe horas de deleite. Eu, Isiara Caruso (IsiCaruso), Alexandre Braoios,
Bertolina Maffei, Carolina Flores, Clara Oliveira, Érika Gentile, Evelena
Boening, Fatima de Barros Plein, Fernanda Carvalho, Jussara Maria Nodari
Lucena, Marcio Tadeu Furrier e Valesca dos Santos Pederiva.
Quer saber mais? Então mande uma
mensagem aqui no blog e adquira o
seu exemplar comigo!
Envio pelo correio sem custo ( no
Brasil).
R$ 15,00
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Ser professor
Vivo,
mas luto para
viver,
pois escolhi
ser professor
e aquele a
quem ensinei,
que hoje está
no poder
é meu maior
opressor.
Não quer a
escola do povo,
pois teme a
força do ensinar,
não quer ver
um líder novo
seu mando
desestabilizar.
Aquele que
conhece contesta
não aceita
submissão,
por isto ao
poder pouco importa
o que se faz
pela educação.
Mais escolas,
menos lucro
menos gente
para pensar,
na hora do
voto livre
não saberão ponderar.
Difícil ser
professor
peleamos
nossa lida
se educação desacomoda
a luta não
será perdida.
07/06/1989
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